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Polícia - Segurança Pública

 

Segunda-feira, 26 de Outubro de 2020

Líder do MST no Paraná é encontrado morto com sinais de execução

Assassinato de sem-terra e silêncio de autoridades - foto Ênio Pasqualin
Assassinato de sem-terra e silêncio de autoridades - foto Ênio Pasqualin


O corpo do líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Paraná, Ênio Pasqualin, foi encontrado na manhã deste domingo (25), nas proximidades do Assentamento Ireno Alves dos Santos, no município de Rio Bonito do Iguaçu, com sinais de execução. Pasqualin foi retirado de sua casa por sequestradores na noite do dia anterior, segundo o próprio MST.

Em nota, o movimento cobrou a investigação da execução e a prisão dos envolvidos, além de lamentar a morte de Pasqualin. "Tiraram a vida de um pai, de um marido, deixando suas duas filhas, o filho e a esposa com uma dor inexplicável."

O Brasil de Fato entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná para ter mais informações sobre o crime e as investigações, mas até a publicação desta notícia não houve resposta.

O coordenador nacional do MST, João Paulo Rodrigues, se posicionou nas redes sociais:

"Com tristes que recebemos a notícia do assassinato do Enio Pasqualin, do @MST_Oficial em Rio Bonito PR. A @policiacivilpr já está na região fazendo as investigações, MST exige apuração e punição dos culpados! Toda nossa solidariedade à famílias e nossa militância MSTPR. - João Paulo Rodrigue



Também nas redes sociais, a ex-presidenta Dilma Rousseff afirma que Pasqualin foi assassinado "justamente por lutar pelo direito do povo à dignidade de arrancar da terra seu sustento e construir um país melhor". A petista também cobrou respostas do governo paranaense: "As autoridades têm o dever de esclarecer a morte deste bravo guerreiro e de punir os assassinos. Minha solidariedade à família."

A deputada federal e presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, também se posicionou sobre o caso. Nas redes sociais, a parlamentar afirmou que há tempos "a violência no campo é realidade no Paraná".

"Com a eleição de Bolsonaro e Ratinho Jr as coisas só pioraram. As ameaças de despejo são frequentes na Justiça e contra a vida de militantes, por parte de fazendeiros. O governo do PR tem obrigação de manifestar sobre o crime, apurá-lo e garantir segurança aos militantes da Reforma Agrária", defende Hoffman.

Nas redes sociais, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Enio Verri, caracterizou o assassinato de Pasqualin como uma "marca dos latifundiários". "O acintoso destemor do latifúndio é em razão da garantia, se não do estímulo, dos mandatários do Brasil e do Paraná."

Ênio Pasqualin iniciou sua militância no movimento em 1996, já em Rio Bonito do Iguaçu, onde fez parte de uma das maiores ocupações dos sem terra: cerca de três mil famílias ocuparam o latifúndio da Giacomet Marodin, atual madeireira Araupel, no dia 17 de abril daquele ano.

Reforma Agrária

"Ênio Pasqualin sempre foi um camponês aguerrido na luta", ressalta a nota do MST. Em Rio Bonito do Iguaçu, Pasqualin fincou raízes junto com sua família e "continuou ajudando a construir a luta por Reforma Agrária", ressalta o movimento.

"Seja no âmbito da produção e na organização dos assentados quando foi Presidente da Central de Associações Comunitárias do Assentamento Ireno Alves dos Santos (Cacia) ou quando ajudou os filhos e filhas dos assentados e assentadas a se organizarem para continuar a luta pela terra na extensa área da Araupel", afirma o MST.

 

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