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Polícia - Segurança Pública

 

Quinta-feira, 20 de Abril de 2017

Mulher assassinada em Belém por causa de tatuagem de palhaço

Da Redação

Andreza: assassinato bárbaro narrado com deboche
Andreza: assassinato bárbaro narrado com deboche
O linguajar não poderia ser pior. Ou mais chulo. Um narrador ainda não identificado revela que uma mulher, a jovem Andreza Ariane Castro de Souza, 22 anos, conhecida como Senhorita Andreza, foi morta porque usava tatuagem de palhaço no braço. A imagem, diz o homem, seria a identificação daqueles que matam policiais. A mulher em questão, uma ativista dos Direitos Humanos, candidata derrotada a vereadora pelo PCdo B em Belém, era uma mulher frágil fisicamente. Que vivia na e para a periferia. Seu caso pode suscitar uma ampla investigação sobre a ação de milicianos e seus porta-vozes naquele estado. Segundo revelações de bastidores, os grupos dão sustentação política a grupos de extrema direita no Estado que defendem o extermínio de índios, posseiros e líderes de movimentos de esquerda.



Sexta-feira 13 e Quem é o palhaço?



por Angelina Anjos

Belém anoiteceu com o assassinato da reconhecida voz da periferia: Srta. ANDREZA*, 22 anos, e uma vida marcada pela exclusão social que decepa o presente e impossibilita o futuro.

O relatório da CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Estado do Pará prova que o "justiçamento" não passa de simples extermínio, conduta autoritária, criminosa, atentatória contra o Estado Democrático de Direito, as liberdades individuais e constitui-se como poder paralelo aos poderes constituídos sempre é motivado por dinheiro ou vantagens de qualquer natureza, não existe "justiçamento", existe oportunidade de ganhar dinheiro.

Aqui a milícia mata e tenta confundir e aterrorizar com toque de recolher, inventa que o bando da srta iria sair pra matar, mas quem mata é a milícia.

A srta mal tinha o que comer, ela sonhava em ter uma vida tranquila, longe do bairro que morava e tinha medo. Quem cuidou do medo dela?

O palhaço que estava tatuado no braço da jovem assassinada era o Coringa do filme do Batman. O mesmo desenho já vi no braço de um jovem da classe média, mas como é branco e classe média não significa a mesma coisa que num braço de pobre?

Srta. Andreza era uma jovem pobre, negra, mãe preocupada com o futuro da filha e morava no bairro da Cabanagem, quem comanda por lá é a lei do tráfico e a moça chamou atenção sobre o fato e temia por sua vida. Vida tão sofrida e tão curta. Virou estatística e mesmo morta é violentada. Quem vai pagar pela cabeça da filha da srta, que tem menos de 5 anos de idade?

Traficante não passa fome, quem passa necessidade é "avião", quem financia o tráfico é a galera da classe média e alta, que só sabe ser feliz cheirando o seu pó, fumando a sua nóia, dentro de suas coberturas e sacadas gourmet. O nome disso é hipocrisia. Quem é o palhaço?

Segundo o relatório da CPI das milícias é inadmissível que o Estado saiba onde se localizam os criminosos em suas bocas de fumo e aparelhos clandestinos e não tome a iniciativa de atacar com veemência estas estruturas, estrangulando-as.

Mandando o recado correto para a sociedade, qual seja, o de que não haverá trégua para o tráfico e às condutas a ele associadas, inclusive as milícias e seus integrantes, lavrando quantos flagrantes forem necessários, independentemente do desfecho judicial dos processos punitivos.

22h e Belém parecia um cenário de guerra, a Segurança Pública colocou seus homens e mulheres para combater o toque de recolher da milícia. Motos da Polícia Militar, homens com escopeta nas mãos e a vida dos policiais em sério risco. Sinalizavam a resposta que a Segurança é o Estado que comanda.

Antes de fazer apologia ao assassinato da juventude da periferia, é preciso saber o quanto falta de políticas públicas, sobre a falta de escolas de qualidade, a falta de perspectiva que submete qualquer ser humano.

Visite a periferia e não compactue com discurso de ódio, a próxima vítima pode ser qualquer um de nós.

O criminoso manda áudio de ódio e alienação social, espalha a criminalização dos pobres e pretos, fala de mulher pobre, preta e assassinada como lixo. E quem é o palhaço?

Dentre as vinte e oito recomendações da CPI das milícias, estão duas que caracterizo importantes ressaltar.

Trabalhar a relação com os meios de comunicação e cobrar uma postura com relação a uma política de paz e valorização dos Direitos Humanos e RECOMENDAÇÕES URGENTES REFERENTES AO PPDDH (Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos).

Quem defende a cultura da paz e exige aplicação de políticas sociais e públicas - os defensores de direitos humanos - sofre a criminalização e fica exposto à matança dos grupos de extermínio. Quem é o palhaço?

Somos todos submetidos a fantoches de uma dúzia de imundos que acreditam que violência se combate com matança; acontece que dessa mortandade ninguém está à salvo e a periferia sangra.

Solidariedade aos familiares da Srta. Andreza e que descanse na paz do Altíssimo.

*Andreza Ariani Castro, conhecida como srta. Andreza, foi candidata a vereadora em Belém em 2016 pelo PCdoB

Taguagem criminalizada e relacionada a morte de PMs
Taguagem criminalizada e relacionada a morte de PMs  



Partido se manifestou sobre o caso




O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) no Pará se manifestou sobre a morte de Andreza Ariane Castro de Souza, 22, mais conhecida como Senhorita Andreza, morta na noite desta quinta-feira (13). Por telefone, o partido disse ao DOL que atribui a morte de Andreza à ação de milícias.

De acordo com a direção do partido, a ação das milícias está dizimando os jovens negros e os pobres nas periferias de Belém, e tem como principal combustível a inércia do governo do Estado que perdeu o controle sobre a segurança pública.

Leia a nota na íntegra:

O Partido Comunista do Brasil no Pará e em Belém vem a público se solidarizar com a família de Andreza Ariani Castro, a Srta. Andreza, cruelmente assassinada na noite de 13 de abril em Belém. É mais uma vítima da violência que toma conta de nosso Estado e de nossa capital.

A sociedade não pode conviver com este clima de insegurança, intolerância e ódio, que vitima principalmente os mais pobres, que são ecpostos a todo tipo de privações de direitos e a todo tipo de violência. A nossa juventude, principalmente da periferia está entregue a violência e ao extermínio, seja do tráfico ou das milícias, que muitas vezes são associados.

Exigimos imediata apuração a mais esse crime e punição aos responsáveis.

Não ao extermínio de nossa juventude!Basta de violência e de assassinatos e chacinas pelas milícias!Solidariedade a família de Andreza!

Jorge PanzeraPresidente do PCdoB no Pará

Aroldo CarneiroPresidente do PCdoB em Belém




NdaR - Um dos lugares mais inacreditáveis que pude conhecer, como repórter policial, foi o Estado do Pará. A ponto de, durante uma entrevista feita com o então presidente do Tribunal de Justiça daquele estado, fazer a única pergunta que restava sobre a liberdade de um homem que havia assassinado outro diante de testemunhas e permanecia livre embora condenado em duas instâncias:

- O que é preciso fazer para que a pessoa seja presa aqui no Pará?

Ao deixar o TJ recebi um telefonema da secretária do então presidente do TJ revelando que finalmente a prisão do condenado havia sido decretada.

 

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