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Quinta-feira, 07 de Outubro de 2021

Racismo em Federal do RS: "exala um cheiro típico"

Amanda e Sérgio: o amor interracial que deflagrou o racismo explícito
Amanda e Sérgio: o amor interracial que deflagrou o racismo explícito

Um doutorando do curso de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Álvaro Hauschild, ex-aluno do guru bolsonarista Olavo de Carvalho, é acusado de manifestações racistas e perseguição por via digital. O caso está sendo investigado pela polícia gaúcha e pelo centro universitário. O print de escritos de Álvaro revelam o caráter racista de escritos com os quais tentava impedir que a psicóloga branca, Amanda Klimick, continuasse o namoro com o estudante S´;ergio Renato da Silva Júnior, estudante de Políticas Públicas da mesma instituição de estudo superior. Livros escritos por Álvaro foram removidos da prateleira pela editora. O suspeito será ouvido essa semana segundo Andréa Mattos, delegada titular da Delegacia de Combate à Intolerância, em Porto Alegre.


Em uma série de chocantes mensagens, o suspeito faz afirmações de cunho racial e eugenista. "Pensa que assim como no gene o negro é dominante, ele também exala um cheiro típico, libera substâncias no ambiente e na troca com parceiros. Por isso, os europeus são protetores, "patriarcais", porque se não fosse isso eles perderiam potencialmente a etnia. As mulheres sempre foram muito protegidas contra influências de estranhos, sobretudo negros", diz a mensagem. Ele também afirma que Amanda "merece coisa melhor". Várias mensagens com esse tipo de teor foram enviadas ao longo de dias.

Segundo a delegada Andrea Mattos, responsável pelo caso, o inquérito foi aberto com base no artigo 20 da Lei de Racismo, que dispõe que "praticar, induzir ou incitar, pelos meios de comunicação social ou por publicação de qualquer natureza, a discriminação ou preconceito de raça, por religião, etnia ou procedência nacional". A pena é de reclusão de um a três anos e multa.

Em uma sequência de mensagens de caráter racista, ele usa de meio cruel para tentar impedir o namoro e cria teses pretensamente científicas para embasar o racismo. Em uma nota no seu Instagram, o acusado tenta escapar da evidência que fez transparecer:

"Está incorrendo em crime contra um cidadão que faz tudo dentro da lei e nunca tolheu o direito de ninguém", disse.

Segundo as investigações, o acusado foi colaborador de um site de caráter neonazista. 'O Sentinela', defende, entre outras teorias, que Hitler deveria ganhar um Nobel da Paz (!!!). Além disso, o site difunde a negação histórica do Holocausto e defende o projeto do Terceiro Reich. Hauschild também é um defensor da teoria de Alexander Dugin, um notório teórico neofascista.

A UFRGS afirma que repudia os comentários racistas de Hauschild. "Em razão de mensagens que circulam nas redes sociais envolvendo relatos de que um estudante de curso da UFRGS haveria feito manifestações ofensivas, a Secretaria de Comunicação Social esclarece que a Instituição repudia qualquer forma de discriminação. Ressalve-se que, no caso em questão e em toda situação congênere, esta tipificação somente poderá ser caracterizada após a avaliação pelas instâncias competentes, condicionada inicialmente à decisão da direção do curso ao qual o estudante esteja vinculado pela abertura ou não de procedimento investigatório", disse a instituição em nota.

O Instituto de Filosofia e Ciências Humanas afirma que outras denúncias de racismo recaem sobre Álvaro e que está instaurando um processo disciplinar. "Nesse sentido, o Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFRGS junta-se publicamente à pressão da comunidade universitária e da sociedade civil para que não haja complacência com infrações de nossos códigos disciplinares e, em especial, com violações dos direitos e garantias fundamentais protegidos por nossa Constituição", disse trecho da nota.

 

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