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Política - Brasil

 

Quinta-feira, 11 de Julho de 2019

Unir a esquerda e parar de passar vergonha

Por Fábio Lau*

O Brasil viveu pelo menos 14 anos administrado por um partido de centro esquerda - o que, em se tratando de um país religioso e conservador, não deixa de ser um feito. No período houve avanços sociais - como era esperado -, o fim da miséria absoluta de uma parcela considerável da população - cerca de 20% - e a ascensão de outra parcela significativa à chamada Classe Média - dando a este grupo populacional acesso a bens de consumo.



Veio o golpe de 2016 e a consequente perda, rápida e ligeira, de muitas destas conquistas. Afinal, foi para isso que deram o golpe. Retirar recursos públicos que seguiam para o social e entregar aos velhos grupos econômicos inconformados com os rumos do governo de centro esquerda.

Mas desde a ascensão do PT ficou evidente o pouco caso que se teve com a consolidação dos partidos e ideais de esquerda. O resultado é que hoje as únicas legendas verdadeiramente de esquerda, com as quais se pode contar em uma votação importante, fundamental até, como a da Reforma da Previdência são o PT, PSOL e PCdoB - que não totalizam cem parlamentares - menos de 1/5 da câmara, portanto.

A fragilidade numérica destes partidos de esquerda, que eventualmente contam com o apoio da Rede, PDT e PSB, mas onde é grande a presença de parlamentares fisiológicos e sensíveis aos agrados do poder, grita. E isso faz urgente repensar o modelo eleitoral que adotamos - não o institucional, mas o pontual.

A busca pelo poder executivo (governadores, prefeitos e também presidente) que será mantido com "negociações" muitas vezes espúrias, que incluem cargos chaves na administração, secretarias, ministérios, postos de trabalho e não raro a corrupção, custou e ainda nos custa muito caro.

Umas das razões do baixo crescimento está na busca por renovação de quadros. Vamos aos exemplos? Quando foi a última vez que partidos de esquerda buscaram quadros no meio rural? E no sindical? Quais as referências populares que tem obtido espaço para atuar e formar novos quadros?

O PSOL, o mais novo do grupo, tem reforçado seu contingente com uma bem sucedida formação de quadros nas comunidades pobres - especialmente no Rio de Janeiro. Foi dali que localizou e fez ascender politicamente Marielle Franco, Talíria Petrone, Renata Souza e outras mais. Além disso tem ampliado a bancada na Câmara de Vereadores do Rio e teve um crescimento expressivo na Alerj e Câmara Federal que passou de seis para dez parlamentares.

Mas e o PT - ainda hoje o maior partido do país? Quais são seus quadros? Como um partido da dimensão do PT pode ter apenas um vereador na cidade do Rio de Janeiro? Por que viu reduzir o número de eleitos na Câmara? Quais os erros de avaliação do partido que tem determinado seu encolhimento?

E o PCdoB? Um partido que tem em Jandira uma das maiores representantes do parlamento do país não poderia contar com tão poucos representantes nas casas legislativas. Na Federal viu sua representação cair de dez para nove deputados. Cadê as herdeiras do ímpeto e da força de Jandira? Por que o PCdoB não apresenta nomes viáveis eleitoralmente e insiste em lançar candidatos que, na soma geral, aparecem com menos de mil votos em uma disputa por uma vaga nas câmaras legislativas? Até quando a boa formação teórica em centros universitários serão confundidos com capacidade de inserção social e transformação em voto?

Não seria hora dos partidos de esquerda fazerem o que fazem os evangélicos, por exemplo, e dividirem as campanhas por regiões? Ou vão continuar virando o nariz para estes exemplos e responsabilizar o eleitor?

Quando irão buscar nos meios militar e pentecostal quadros com uma visão progressista para fazer frente aos representantes reacionários cooptados nestas mesmas áreas?

Os quadros da esquerda, que se reduzem a cada ano, tendem a virar peças de museu. E não é exagero. E ainda carregarão a legenda sob a fotografia ou imagem de cêra: "este político, reeleito inúmeras vezes, era do tempo em que se falava em igualdade, respeito às minorias e liberdade individual. Morreu de inanição".

Queremos isso?

Que tal começarmos a usar nossos melhores quadros para ampliar o parlamento? Afinal é ali que a luta de verdade acontece. E foi ali que perdemos a cadeira para a qual foi reeleita Dilma Rousseff.

* Fábio Lau é jornalista, eleitor de políticos de esquerda das mais variadas legendas e está de saco cheio da inércia desta corrente política.

 

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