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Política - Geral

 

Quarta-feira, 13 de Março de 2019

O vizinho de Bolsonaro e a GSI

O PM reformado, Ronnie Lessa, e o ex-PM, Elcio Queiroz
O PM reformado, Ronnie Lessa, e o ex-PM, Elcio Queiroz
Por Fábio Lau*

É curioso como o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) come mosca. No governo Dilma, em 2013, instalou-se no país uma onda de protestos que teve como início o aumento da passagem de ônibus: "não são pelos vinte centavos", diziam o manifestante. Até que ocuparam o gramado do Congresso e promoveram um oba-oba institucional como poucas vezes se viu na República - os ataques em todas as capitais e grandes cidades. E o que então viraria o mote da campanha, a mudança do ambiente político e uma nova política, revelou-se inútil: o país não se renovou e, ao contrário, andou para trás.



A memória vem para salientar o seguinte: o que fazem os responsáveis pelo GSI, pela Abin e seus equivalentes, que não detectam um movimento que reúne milhões em vários centros do país? E se não têm termômetro para tal, talvez pela dimensão dos protestos, a gente traz então o assunto para um ambiente menor: condomínio.

Ninguém sabia que entre os vizinhos do presidente havia um policial militar reformado por razões de saúde e que ostentava sinais de riqueza incompatíveis com sua remuneração?

A se considerar que Bolsonaro e o sargento reformado Ronnie Lessa, de 48 anos (preso acusado de matar Marielle e Anderson), não se conheciam, apesar do filho de um ter sido namorado da filha do outro, assim como o presidente afirma não desconhecer o outro PM com quem tirou fotografia, Elcio Queiroz, o risco que paira sobre o mandatário é gigantesco.

O que fazem os homens da inteligência se são incapazes de detectar o perigo que se avizinha a menos de 50 metros do presidente?

Antes mesmo do governo ter começado havia uma onda de alarde sobre os riscos que cercavam Bolsonaro. Especialmente inspirada no ataque a facadas registrado por Adélio Bispo. Mas, pensando bem, o risco contra Bolsonaro estava no seu quintal. O ministro do GSI, ainda no processo de transição com o sucessor general Heleno, afirmou que Bolsonaro recebia ameaças, e que a segurança dele deveria ser reforçada. Mas a indicação que fazia é que a questão era meramente política. Reforçava a ideia disseminada por Bolsonaro do inimigo invisível ou imaginário.

- Temos um presidente que sofreu um atentado e vem sofrendo agressões constantes. Certamente a segurança do presidente eleito, da nova administração, exigirá cuidados mais intensos, mais precisos - divulgou o site R7 dias após a eleição.

Fato é que o homem que se avizinhava do presidente era um importador e contrabandista de armas. Rico - tendo em vista a propriedade da casa em área nobre da Barra da Tijuca. E que se cercava de gente capaz de cometer atentados políticos. Será que Adélio representou o maior perigo ao presidente?

O filho de Bolsonaro, o 01, Flávio, senador de 4 milhões de votos, homenageou criminosos integrantes de milícias. E são eles os responsáveis, segundo as investigações, pela morte de Marielle e Anderson. E mantém ainda viva a intenção de matar Marcelo Freixo. Onde, afinal, moraria o perigo senão na Barra da Tijuca?

Quando o GSI vai descobrir quem são os homens que cercam o presidente? Geograficamente falando (também)?

* Fábio Lau é jornalista e conhece seus vizinhos

** Neste momento somos informados que o delegado Giniton Lages, que prendeu os dois acusados, foi afastado do caso por ter citado o nome de Bolsonaro durante a coletiva. Ou seja: a aposta parece ser na omissão e na desatenção com a verdade.



 

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